terça-feira, 27 de setembro de 2005

SHARON, O GRANDE.
Gente que muda não é por fraqueza ou ignorância. Pelo contrário. Quem muda como resultado de um processo reflexivo tem uma grande virtude: de estar sempre crescendo, absorvendo novos valores, novos costumes e assimilando novas idéias.

É com isso em mente que dou os parabéns ao Premiê israelense Ariel Sharon. Ele foi grande o bastante para ir de encontro às idéias conflituosas de alguns de seus aliados e dar passos significativos em direção a uma conciliação com a Palestina. Melhor ainda foi ele ter ganho, embora apertado, de seu agora rival Benjamin.

Quem diria que Sharon daria esse passo? Ele dá um grande exemplo de mudança; de alguém que não se prende ao passado, a idéias antigas e pouco consensuais. De alguém que assume a responsabilidade de chefe de estado que lhe foi conferida. Ele, na metade final de sua vida, dá outra cor a sua biografia. Ele é um homem que não tem medo de corrigir seus erros do passado.

Israel sofre, mas eles sabem, ou pelo menos deveriam saber que, no fundo, os palestinos têm direito à terra que eles, em 1967, usurparam. Agora, o povo palestino não pode se deixar influenciar pela idéia que tal conquista é resultado da luta armada do Hamas porque, na minha opinião, apenas justificará a continuação dessa cultura terrorista fanática que existe por lá.

É bom ver esse tipo de comportamento acontecendo numa região marcada por divergências e conflitos de interesse.

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