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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

My comment on NPR's On The Media report on Al Jazeera's editorial independence


                
Dear Bob,
I am a big fan of this show, and have been following it for years now. So I was very disappointed with your reporting, if we can call it that, about Al Jazeera's entering into the US market. There was no reporting whatsoever, in fact, just the rerun of a guy who obviously does not like the network. Fair enough, but how about a voice for those who do like it? Instead, just a cold, dull, official statement.
But what really bothered me was the dishonesty. First, it does not require a lot of research to figure out that Al Jazeera Arabic and Al Jazeera English are two different, editorially independent entities - actually, a simple wiki search will tell you that. In your "reporting" (quote, unquote), neither you nor your totally biased interviewee bother to point that out to the listener. Second dishonesty is to use what is probably the most difficult story to cover today - the internal conflict in Syria - to illustrate a point. You know that journalists are not even allowed to enter the country? Besides, brave journalists, like Al Jazeera English Anita McNaught, did some courageous reporting on the ground in 2012.
The main issues, which OTM kept away from, are the hurdles for AJE to enter the US market, just because the government did not like its reporting. Now, even after members of the current administration have publicly praised AJE's reporting, private companies, such as Time Warner, are still wary of the AJE brand. A second issue of interest, from a media angle, is how AJE's global news coverage and plural debate will be received by the American audience. Is there a suppressed demand in the US for the kind of journalism AJE does?
Unfortunately, these are questions that remain unanswered by OTM. I am still hoping that OTM will do a good story on this subject.
Finally, an advice. Why don't you guys interview Richard Gizbert, the host of AJE's own OTM, the Listening Post? It would be a fantastic conversation.
Keep up the good work, I still love the show, expect when it talks about AJE.
Kind regards,
Bernardo Jurema
Jan. 15 2013 10:35 PM   

read my comment HERE in the On The Media webpage.          

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lógica falaciosa na cobertura sobre diretor da Al Jazeera

O artigo da jornalista Heloísa Villela, ilustrativo de certa interpretação dominante em setores da blogosfera, peca por lógica faliciosa. Clássico caso de post hoc ergo propter hoc - A falácia está em chegar-se a uma conclusão baseada unicamente na ordem dos acontecimentos, ao invés de tomar em conta outros fatores que possam excluir a conexão. Em outras palavras, "Desde que aquele evento seguiu-se a este, aquele evento deve ter sido causado por este".

O artigo na Foreign Policy, do correspondente baseado no Golfo, chega à seguinte conclusão: "What Wikileaks Tells Us About Al Jazeera: the portrait the leaked cables paint is not evidence of any sort of conspiracy so much as an organization struggling to maintain professional standards." (O que Wikileaks nos diz sobre a Al Jazeera: o retrato pintado pelos telegramas diplomáticos vazados não é evidência de qualquer tipo de conspiração, mas o de uma organização que luta para manter padrões profissionais".

O artigo do Guardian, escrito pelo editor do Oriente Médio, levanta a preocupação, esta sim legítima, com o futuro da rede, pois o substituto de Khanfar é membro da família real.

Em entrevista à Al Jazeera, o próprio ex-diretor-geral fala sobre a sua renúncia. Entre outras coisas, Khanfra frisou:

- Sofremos pressão sempre, os EUA bombardearam escritórios nossos, houve pressão para que não levássemos ao ar as fitas de Bin Laden, mas nós nunca mudamos nossa política;
- Temos diretrizes e política editorial claras, a AlJazeera não é um reflexo de uma única pessoa, não importa quem seja o diretor-geral;
- Eu completei meus 8 anos e eu acho que isso é suficiente para que qualquer gestor dê o seu melhor;
- sobre o que ele vai fazer em seguida: "Eu tenho um projeto que irei anunciar em breve"';
- O público é a segurança para a nossa independência. Nosso público é inteligente e politizado e vai mudar de canal se a integridade for perdida.

Ou seja, a tese, propalada em certos setores da blogosfera mundial, e repetida aqui pela jornalista da TV Record, é simplesmente desinformada, baseada em ilação. Parte de um pedaço, um fragmento de informação e daí extrapola-se para conclusões, no mínimo, precipitadas.

Vamos julgar baseado na cobertura da rede. Ela continua a sua filosofia de dar voz aos sem-voz? Ela vai cessar de questionar o status-quo? Ela vai deixar de apresentar uma pluralidade de pontos de vista, mesmo os que incomodem os poderosos de plantão?

Recomendo, para todos aqueles interessados em mídia global, o programa The Listening Post - espécie de "Observatório da Imprensa" da rede, apresentado pelo jornalista canadense Richard Gizbert - que irá ao ar sexta-feira à noite: o episódio dessa semana abordará a renúncia do diretor-geral da emissora.

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Atualizando: Aqui o episódio sobre a questão.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu na Aljazeera

Participei de um dos meus programas favoritos na Aljazeera, o Listening Post - que trata da cobertura da imprensa mundial dos principais temas de cada semana. Mandei um comentário sobre a estratégia da Administração Obama de enfrentar a FoxNews.


Aqui está o vídeo: assista aqui. Minha fala começa no minuto 8:50, mas vale a pena ver a reportagem inteira.


Aqui coloco a íntegra do comentário enviado:


I think that Obama's approach is both intelligent and transparent. His administration is spelling out exactly what it is going to do. Whether you agree with it or not, this is rare in any government. The way it is now, Fox has a disproportional power of influencing the agenda of public debate. FoxNews itself opted for political confrontation: it has a political agenda and behaves like a political actor. This is a political fight for agenda-setting. The White House is attempting to diminish Fox's ability to exert influence over the public debate agenda. Obama’s advisor for green jobs, Van Jones, was a victim of Fox’s assassination of reputation strategy. Instead of waiting for Fox’s attacks on the next target and then react to it, the White House took the offensive. And why shouldn’t they? As long as they're doing it openly and within the law, there's no problem. It's very different from the hidden manipulations the former administration used in order to control and set the public debate agenda.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Aljazeera



Quase todo mundo já ouviu falar da Aljazeera, mas quase ninguém assistiu. No Brasil é impossível ter acesso ao canal, pois ele não está disponível no cardápio oferecido pelo monopólio de TV por assinatura (SKY e DirecTV pertencem ambas ao mesmo grupo... o NewsCorp, do ultra-consevador australiano-americano Rupert Murdoch, à qual também pertence a famigerada FoxNews). Melhor dizendo: era impossível. Graças ao glorioso YouTube, a rede árabe de notícias, em sua versão de língua inglesa, está disponível para qualquer pessoa que tenha acesso à Internet. Foi mal, Murdoch. Quem quiser seguir a programação da rede, vá aqui.

Vale realmente a pena. Não há nada semelhante, em qualidade e em variedade. A abordagem é plural, há espaço para os diferentes pontos de vista, sob uma perspectiva de fato global. Um caso exemplar é o programa "Listening Post", sobre a cobertura da imprensa internacional na semana antecedente: veja aqui - parte 1 e parte 2.

Não surpreende, e ilustra bem as diferenças da visão empresarial de cada uma, que toda a programação de todas as redes de TV sob o guarda-chuva das empresas de Murdoch sejam proibidas de ser veiculadas no YouTube... E nem vale a pena comparar o jornalismo nativo com o da Aljazeera... não dá.