terça-feira, 8 de maio de 2007

Marcha da Maconha



Domingo, 06 de maio, aconteceu a Marcha da Maconha no Rio de Janeiro. Embora tenha sido uma ação global realizada em 200 cidades espalhadas pelo mundo, aqui no Rio a Marcha aconteceu em bom momento. O estado conta com um defensor da discriminalização no Congresso, Fernando Gabeira; artistas ligados ao movimento, como Marcelo D2; e o novo Governador do Estado, Sérgio Cabral, que defendeu a legalização como meio de reduzir a criminalidade do tráfico.
A Marcha, no entanto, ficou esvaziada. Faltou respaldo de especialistas, de políticos e artistas. Faltou diálogo para informar aos poucos 250 presentes sobre experiências em outros países... para discutir potenciais consequências de tal medida aqui no Brasil... enfim, faltou conteúdo a uma marcha que começa a colocar em pauta um tema que pode vir a representar uma das muitas mudanças estruturais que o Brasil precisa.
Aos gritos de "Ei, Polícia... Maconha é uma delícia..." a pequena multidão mais parecia um grupo de maconheiros que aproveitaram a oportunidade para preparar baseados de meio metro e fumar livremente na orla de Ipanema. O oba-oba predominou num momento onde um debate sério e profundo é necessário.
Fica o desejo de que novas manifestações sejam organizadas e que elas contem com o respaldo de políticos, artistas e especialistas para legitimar esse debate nos diversos níveis de nossa sociedade.

Um comentário:

Jorge disse...

Mas é sempre assim, nÃO vê a parada gay, qual a mensagem que eles estão passando, a de que ser gay é viver no extremo do estereótipo, é viver dionisiacamente o tempo todo, sou totalmente favorável a parada, mas o que eu vejo é a mensagem; somos diferentes, quando o deveria ser, somos iguais, com um pequena e pouco importante diferença