quinta-feira, 8 de junho de 2006

Dia de alvi-rubro

Quem não passou por um em algum momento da vida? Pois é, alguns de vocês já sabem, outros vão ficar sabendo agora. Na semana passada, eu vivi o meu próprio dia de alvi-rubro. Morri na praia. Não passei no concurso do Rio Branco, para o qual tenho me preparado há em torno de um ano.

Fiquei muito triste. É sempre uma chateação quando não se consegue atingir um objetivo almejado. Por outro lado, sempre tive consciência dessa possibilidade. Mas nunca estamos totalmente preparados para o fracasso. Nessas horas, o apoio da família, mesmo longe, é imprescindível. Além desses, ainda pude contar com a força de velhos amigos distantes, que por skype, msn, telefone ou e-mail mandaram mensagens bonitas de encorajamento. Igualmente importante foi a ajuda dos amigos mais recentes, daqui de Brasília, que tornou a experiência menos dolorosa, mais tolerável.

Decidi não voltar a Recife agora, e retomar os estudos pro ano que vem desde já. Na semana que vem volto ao curso preparatório e à rotina de leituras. Essa semana tirei pra re-organizar minha vida - arrumei uma bicicleta, comprei um filtro, vou providenciar uma cadeira mais confortável. Também tenho lido literatura - acabei de ler um livro que ganhei de presente, "O amanuense Belmiro", do escritor mineiro Cyro dos Anjos. Escrito em forma de diário, lembra "Memorial de Ayres", só que refletindo a sociedade brasileira dos anos 30. É uma leitura que flui, muito agradável. Além de literatura, tenho saído com amigos pra beber e socializar - antes de voltar à abstinência auto-imposta.

E o melhor anti-depressivo de todos - Lost. Em uma semana, já vi toda a primeira temporada e estou na metade da segunda. Já tinha ouvido tanto falar desse seriado. Mas desconfiava... sou cético em relação a esses fenômenos de massa... Sabe aquela tirada "toda unanimidade é burra"? Pronto... Mas meio que levado por um amigo, comecei a assistir... O negócio vicia. É bom mesmo. Um programa bem feito, bom roteiro, bons diálogos, ótimo elenco e uma capacidade incrível de manter a curiosidade. É mais um desses programas que só mesmo a TV americana, com sua concorrência intensa, é capaz de produzir (impensável um programa semelhante num mercado televisivo monopolizado e pouquíssimo segmentado como o brasileiro). Enfim, estou no décimo episódio da segunda temporada. Nada de spoilers, hein!

Pois é isso. Já estou assimilando o baque, limpando a poeira dos ombros e olhando pra frente. Na semana que vem volto às aulas e aos livros, consciente dos meus méritos e também das minhas fraquezas. O resumo dessa história toda é que eu estava bem preparado para as duas primeiras fases, que passei bem, mas nem um pouco para a terceira. Alguém aqui me disse que se preparar para concurso é como carregar uma bolsa por um longo e tortuoso caminho, e ir enchendo-a de pedras no percurso. Quanto mais se caminha, mais pesada a bolsa vai ficando, mais estragada também, e mais difícil se torna carregá-la. Mas quando se chega ao objetivo final, as pedras viram pepitas de ouro... É trabalhar para que o ano que vem eu tenha melhor sorte - de rubro-negro!

Mas antes disso... O que vai acontecer em Lost?! Onde estão Michael e Walt? Para que servem aqueles números naquele computador? Que porra é a Dharma Initiative? Que fim levou o Desmond? Eis meus maiores questionamentos imediatos!

2 comentários:

sao jorge disse...

dia de alvi-rubro, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, toda final é dia de alvi-rubro, sorte que vc é rubro-negro!!!

guila disse...

genial berna ...
isso mesmo , bola pra frente e muito lost !