terça-feira, 3 de outubro de 2006

Brasil 2006 repete França 2002


Essa turma que vota nulo ou na "esquerda fragmentária" bem que merece um governo Alkmin pra ver o que é bom pra tosse.

O segundo turno vai ser duro. O tal do debate que o ingênuo (?) Cristóvam tanto pede, será em verdade um "massacre", como tem sido nessas últimas duas semanas. A versão única da oposição conservadora e seus porta-vozes midiáticos.

E, assim, a pseudo-vanguarda do voto nulo traz de volta ao poder as forças do atraso.

E vejo o futuro do Brasil ameaçado pela volta da política liberalizante de desmonte do Estado que essa turma vai fazer (privatizações, terceirizações, arrocho salarial), revertendo o esforço do Gov. Lula de reconstrução e valorização do Estado brasileiro. Tudo isso com a contribuição direta de eleitores que se dizem ou crêem "de esquerda" ou "progressista".

8 comentários:

Dado disse...

Né assim não Bernardo. Lula tem que enfrentar o debate mesmo. E a gente tem que mostrar discurso para vencer os adversários. Não reclamar dos outros. Voltei com o meu blog: www.horoscopo.blogspot.com

Dado disse...

Né assim não Bernardo. Lula tem que enfrentar o debate mesmo. E a gente tem que mostrar discurso para vencer os adversários. Não reclamar dos outros. Voltei com o meu blog: www.horoscopo.blogspot.com

Anônimo disse...

Bernardo,
A política econômica de Lula é uma continuidade do que fazia FHC. A disputa política de hoje não é entre duas correntes diferentes na questão da tal "política liberalizante" que vc tanto teme, mas que também está aí, acontecendo com o Lula.
Lula fugiu dos debates por conta da grande corrupção que assolou seu governo, e que todos nós esperávamos que não iria ocorrer. Lula fugiu dos debates porque não teve coragem de sofrer ataques que não teriam argumentos para serem respondidos.

maguila disse...

porra, quer dizer então que a culpa é dos eleitores que votaram nulo?

existe voto válido sem ser o 13?

Bernardo disse...

a questão não é essa, prezados anônimo e maguila.

a questão que tento colocar é, existe "voto válido" para um projeto progressista, de esquerda sem ser o 13?

A essa questão, na minha opinião, a resposta é não.

Bernardo disse...

anônimo,

1. não sei onde você anda, mas a política de valorizacao dos servidores públicos (por meio de concursos e valorizacao salarial) e fortalecimento do Estado brasileiro (fim do processo de terceirizacao e privatizacao) é uma política de viés obviamente anti-liberal.

2. Lula não "fugiu" do debate. Ele não quis expor-se ao massacre que os outros três candidatos iriam fazer, covardemente, que já vinha ocorrendo na imprensa como um todo.

3. O maniqueísmo moralista da direita interessa porque essa retórica diversionista evita que se fale das políticas populares e progressistas adotadas por esse governo da razao de fundo do sucesso de Lula no norte-nordeste: nunca se investiu tanto dinheiro público nessas regiões historicamente à margem dos processos de desenvolvimento do país como nesse governo.

4. Investimento no N-NE e fortalecimento do Estado brasileiro - é disso de fato que os conservadores têm horror - e não da corrupcao, que sabemos apenas porque esse governo é mais transparente e porque a imprensa é mais vigilante.

jorge disse...

O engraçado é todas as políticas de distribuição de renda e inclusão do governo Lula são aplaudidas e reconhecidas no exterior, basta dá uma olhadela em veículos, mais à direita ou esquerda (The Economist e Le monde, por exemplo, sem falar nos governos propriamente) e no Brasil não. Por que será? Seriam todos petitas "suíços" como diria Maluf, ou não entendem nada de políticas públicas.
Todos que se dizem de esquerda ( e até aqueles que não) sempre sonharam com um governo que trabalhasse prioriatariamente para os mais pobres. A revista The economist (britânica e conservadora até certo ponto) intitula num artigo sobre o governo Lula essa semana "Ame Lula se vc eh pobre, preocupe-se se vc não eh", o que diz no mínimo qual/quem a foi a prioridade desse governo. Só isso bastaria para votar no Lula, mas predominante a hipocrisia moralizante e pseudo democrática da classe média brasileira, que agora se prende ao fato de que um debate ( mas um jogo midiático) vai definir os já claros projetos e visões de governo. Opostos.

Dado disse...

Esquecesse de falar do projeto dos Pontos de Cultura; do descongelamento dos salários dos professores universitários; da criação de dezenas de novos campus em cidades de médio porte; do Fundeb; do investimento na Polícia Federal e outros órgãos de investigação. Enfim, tem um bocadinho de coisas para defender esse Governo.