terça-feira, 19 de julho de 2005

Para Onde e Com Quem Vamos?
Por mais que eu tente pensar ao contrário, vejo o fim se aproximando. O erro em si não me incomoda tanto quanto a insistência no erro.
Após a crise, o governo demorou mais de um mês fazendo a Reforma Ministerial que, por sinal, ainda não acabou. Tamanha desarticulação abala a confiança de qualquer um. Alguns novos ministros foram assumindo seus cargos sem ter tido nenhuma reunião em conjunto com os demais colegas. Onde estão os projetos do Governo? Quais são as condutas que se esperam dos ministros? Quais as prioridades do governo que os ministros devem ter em mente? Quem são os verdadeiros aliados desse governo?
Funcionar a base do fisiologismo é contraproducente! Além de ser feio, é ineficiente; dificulta o acontecimento das coisas. Sem falar que é perigoso porque as relações não são em cima de projetos, de idéias; elas são oportunistas, frágeis e vazias.
Por mais que não concorde com as posturas de uma minoria do PPS ou do PDT, acho que são partidos com muito mais identidade com o PT do que o PP de figuras como Severino Cavalcanti, Pedro Correia e Paulo Maluf. Como pode o PP ter um Ministro das Cidades, cargo que deve estar em total sintonia com os projetos do governo, a base do fisiologismo, enquanto antigos aliados e petistas históricos são ignorados?
Eu discordo desse tipo de decisão. Eu esperava que, com a crise, o governo mudasse um pouco sua linha de conduta no sentido de tornar-se mais ativo, mais harmônico, mais objetivo. A inércia, porém, prevalece. Desde sempre, aliás, ela vem prevalecendo...
Continuo acreditando nesse governo. Cada vez menos, sim, porque eu não consigo ignorar atos repetidamente equivocados. Alguém já disse que quando há muita corrupção, é porque se está perto da solução. Acho que já chega de corrupção, então. O que o país precisa, agora, é de atitude, ação, solução para dar rumo à nação.

2 comentários:

Lia disse...

um dia você chaga lá!

Jorge disse...

Caro, Diogo, compreendo perfeitamente a sua inquietação com certas atitudes do governo. Também não concordo com a participação do PP e afins, mas temos que compreender que a situação política é problemática e as ações precisão ser medidas milimetricamente - o que não impede novos equívocos. A campanha de desmoralização impretrada pela imprensa e pelos setores conservadores do Brasil, visa exatamente isso, minar, sangrar a confiança dos eleitores e mesmo de alguns formadores de opinião. Partidos como o PDT e PPS deveriam compor a base do governo, porém os interesses ´políticos/pessoais falam mais alto. Gente como a Heloisa Helena por exemplo é de um puritanismo contraproducente, porque na atual engrenagem da política brasileira, nunca vai deixar de ser discurso.
Trata-se de uma guerra, cada vez mais declarada, desde o primeiro dia de governo por parte da oposição e principalmente dessa imprensa golpista que vem minando todos os projetos do governo. O Conselho Nacional de Jornalismo, proposto pelo governo, foi massacrado por toda essa aristocracia midiática. E por que? Porque eles querem continuar filtrando as informações a seu bel-prazer, colocando-se acima de qualquer orgão normativo,e mesmo da lei (quando expõe alguém como criminoso sem qualquer prova) e ainda posando de defensores da liberdade, de guerreiros da honestidade.